Liturgia e Catequese
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11/06/2019 Pe. Vanildo de Paiva Liturgia e Catequese A Celebração do Sacramento da Reconciliação (II)
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Na edição anterior, trazíamos os seguintes questionamentos a respeito da celebração do Sacramento da Reconciliação: será que há alternativas quanto à celebração desse importante sacramento? O que podemos fazer para deixá-lo menos “sofrível” por parte de nossos catequizandos e de nossos padres? 

Valorizar o Sacramento da Reconciliação em si mesmo

Um primeiro passo necessário é valorizar o Sacramento da Reconciliação em si mesmo, tirando-o da sombra do Sacramento da Eucaristia. Isso exige um longo trabalho da conscientização, não somente dos catequizandos, mas de todo cristão, de que o Sacramento da Penitência tem sua eficácia e frutos próprios, mesmo sem a Eucaristia. Explicando melhor: costumamos vincular necessariamente um ao outro, quando passamos a idéia de que “temos que fazer a confissão para comungar”, como se ouve sempre, inclusive na catequese. Assim, passa-se a ideia de que o Sacramento da Reconciliação só existe por causa da comunhão eucarística. No entanto, se a comunhão eucarística tem como condição a comunhão plena com Deus e com os irmãos - o que a confissão sacramental pode garantir - é fato que o Sacramento da Reconciliação também pode e deve ser buscado, mesmo se a pessoa ainda não participa da comunhão eucarística.

Os frutos do Sacramento da Reconciliação 

Mas, quais seriam esses frutos próprios do Sacramento da Reconciliação? Certamente, ele é muito mais que um “descarrego” de pecados. É um exercício de conversão contínua, um exame permanente de nossas posturas e comportamentos, que leva a uma vida cada vez mais sintonizada com o projeto de Deus. O convite à reconciliação faz crescer a consciência do quanto ferimos a amizade, o amor e a comunhão com Deus, sobretudo quando falhamos no amor ao nosso semelhante. A vivência desse sacramento liberta para uma vida mais feliz, equilibra a relação com Deus, que passa a ser pautada pelo amor, e não pelo medo. Faz-nos perceber o quanto somos frágeis e também o quanto isso não nos torna menores diante de Deus, mas nos impulsiona a uma superação constante das próprias limitações.

Quem frequentemente busca a confissão, sem escrúpulos e sem temores descabidos, vai descobrindo lentamente a sábia pedagogia de Deus, que nos conduz ao seu amor, entre tropeços e quedas tão comuns ao nosso ser criatural. Refina a visão crítica de si mesmo, ao mesmo tempo que aprende a ser tolerante consigo e com o próximo. Sobretudo, insere sua vida no mistério salvífico da cruz do Senhor, que a todos resgata na sua imensa misericórdia. 

Pe. Vanildo Paiva

Especialista em Catequese e Liturgia

 

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